Você está em: EXPOSIÇÕES

23 de março a 01 de abril - PAÇO ALFÂNDEGA - 10h às 22h

OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA EM TRÊS ATOS – 1º/04 – 18h

(Encerramento da Exposição)

por Lucas Bambozzi, Jarbas Jácome, Paulo Beto (SP/RN)

Ato 1: Ilusão

A primeira parte da apresentação envolve uma experiência de mediação com o público: as pessoas que adentram o teatro são convidadas a deixar seus aparelhos celulares ligados. O público é incitado com textos projetados nas telas a mostrar os displays acesos voltados para cima. Uma câmera posicionada no alto do palco capta as luzes dos aparelhos e as transmite para uma tela. Lentamente, as ações dos “interatores” perdem efeito e as luzes projetadas ganham movimentos próprios, formando desenhos e padrões que respondem, agora, às pulsações da música.

Ato 2: Organização e Consumo

A segunda parte estabelece um diálogo progressivo entre as imagens projetadas nas telas brancas do fundo e as exibidas na tela preta vazada frontal. As imagens, antes abstratas, ganham contornos figurativos mais explícitos, remetendo a tentativas de constante ordenação e desconstrução. As imagens funcionam como padrões para o desencadeamento de sons (seja com base em formas geométricas, seja com base em relações de contraste ou mapeamento do movimento nas próprias imagens).

Ato 3: Determinação

As imagens desse ato consistem em sequências que registram a destruição sistemática (com um martelo) de uma série de produtos tecnológicos, a maioria deles obsoleta. Pode ser o desejo de muitos estar na cena segurando o martelo, em busca de alguma catarse, uma pequena vingança pelo fato de as pessoas consumirem tantos produtos tecnológicos que durarão muito pouco em sua vida. Mais de cem sequências são manipuladas com sincronismo de áudio e vídeo, em uma espécie de embate formado pelas duas telas brancas ao fundo.


Lucas Bambozzi – Lucas Bambozzi é artista multimídia, documentarista e curador. Professor da pós-graduação do SENAC-SP, concluiu seu MPhil junto ao CAiiA-STAR Centre/i-DAT na Universidade de Plymouth na Inglaterra, e dedica-se à exploração crítica de novos formatos de mídia independente É um dos coordenadores e curadores do arte.mov Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis.

Participações especiais:

Jarbas Jácome – Músico e engenheiro de sistemas. Mestre em ciências da computação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pesquisa computação gráfica, computação musical e sistemas interativos de tempo real para processamento audiovisual integrado. Em associação com o C.E.S.A.R., desenvolveu o Vimus, software de fonte aberta para manipulação de imagens de vídeo ao vivo.

Paulo Beto (anvil FX) – Músico, realiza projetos autorais como LCD e Zeroum. Atua, ainda como compositor para publicidade e cinema e como sound designer no estúdio de animação Lobo. Lançou cinco CDs e participou de várias coletâneas.

  • COMENTÁRIOS
    0
  • COMPARTILHE
  • PERMALINK

CFA 2.0

por Autom.ato e Sílvio Meira (PE)

Obra inédita apresentada pelo Continuum, o ponto de partida do novo projeto do Autom.ato data de meados de 1975, em uma feira de artes no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos). Nesta época, um jovem aluno de engenharia criou uma obra a partir da programação em Fortran, com cartões perfurados de uma impressora IBM 1403, de tambor, que, suspensa no saguão, chamava atenção pelo ruído e movimento do formulário continuo suspenso no ar. O jovem estudante/artista: Sílvio Meira. O nome da obra: “Computadores Fazem Arte”. Baseados exclusivamente nesse relato de memória, pois não sobraram vestígios históricos que o detalhem, o Autom.ato faz sua releitura dessa performance tendo agora a impressora, que apos todoss estes anos, se tornou obsoleta.

Autom.ato – É um grupo de pesquisa e produção artística em novas e velhas mídias de forma colaborativa e livre. É formado por Haidée Lima, bacharel em Artes Plásticas pela USP, que atualmente desenvolve projetos em design de interação; e h.d.mabuse, músico e designer, um dos membros iniciais da cooperativa cultural mangue (Mangue Beat), atual consultor em design do C.E.S.A.R.

  • COMENTÁRIOS
    0
  • COMPARTILHE
  • PERMALINK

PROJETO GÊNESIS

por J. Azevedo (PE)

O “Projeto Gênesis” é mais do que uma instalação de objetos dispostos em formatos criativos. Seu autor, J. Azevedo pretende através dele conscientizar a todos sobre a importância da meta-reciclagem tecnológica. Com a montagem e a utilização de materiais diversos, a instalação apresenta robôs, veículos e móveis que tiveram como matéria-prima monitores, joysticks, consoles e eletrodomésticos usados.

J.Azevedo – Em suas palavras, J. Azevedo se descreve como um jovem brasileiro que cria “arte diferenciada” a partir de materias descartados. Sua formação é de Ensino Médio e alguns cursos profissionalizantes. Desenhista, Ilustrador, Artista Plastico autodidata e Designer de Moda há oito anos.

  • COMENTÁRIOS
    0
  • COMPARTILHE
  • PERMALINK

AINDA ESTÃO VIVOS

por Paulo Waisberg (MG)

Em uma pilha de monitores obsoletos e em variados estágios de deterioração, alguns ainda funcionam. Conectados a um PC aberto, através de um divisor de imagens, eles mostram em loop um olho piscando demonstrando assim os que ainda estão “vivos” e funcionando. Todos os cabos ficam expostos da maneira que foram ligados.

Paulo Waisberg – Mestre em arquitetura pela UFMG e professor no Izabela Hendrix. Seu escritório realiza projetos de lojas, instalações urbanas, exposições e passarelas de moda. Seu interesse está na produção de espaços efêmeros pela subversão no uso de objetos ordinários.

  • COMENTÁRIOS
    0
  • COMPARTILHE
  • PERMALINK

BOOM SHAKALAKA

por Lucas Werhtien e Jaston Aston (BR/EUA)

De autoria do brasileiro Lucas Werthien e do americano Jaston Aston, Boom Shakalaka é uma obra de animação interativa que mistura uma variedade de interfaces de diferentes controles em uma grande projeção visual. Inspirados pelas máquinas do quadrinista americano Rube Golberg, a dupla construiu uma série de alavancas, placas sensíveis ao toque, botões, em uma engenharia complexa para executar tarefas simples – conduzir bolas vermelhas de um lado ao outro em um cenários repleto de obstáculos como em um game.

Lucas Werthein – Lucas Werthein investe numa programação criativa, na interação física e eletrônica. Possui mestrado pela NYU e já mostrou seus trabalhos no Museu Victoria and Albert Museum em Londres, além de ter aparecido na programação do FILE e Creators Project, entre outros.

Jason Aston - Jason Aston é um artista multimídia norte-americano que usa a aplicação criativa da computação, física, design e animação para jogos e educação. Possui mestrado do Programa de Telecomunicações Interativas pela NYU.

  • COMENTÁRIOS
    0
  • COMPARTILHE
  • PERMALINK

MOBILE CRASH

por Lucas Bambozzi (MG)

Móbile Crash é uma instalação composta por projeções que resultam num ambiente sonoro e visualmente imersivo formado por sucessão de pequenos loops audiovisuais. A ordem dos loops visuais podem ser modificadas pelo público, através de gestos e movimentos simples. As imagens consistem em sequências que registram a destruição sistemática (através de martelos) de produtos obsoletos como como disquetes floppy, fitas VHS, cartuchos de impressora, teclados de computador, impressoras e aparelhos celulares.

Lucas Bambozzi – Lucas Bambozzi é artista multimídia, documentarista e curador. Professor da pós-graduação do SENAC-SP, concluiu seu MPhil junto ao CAiiA-STAR Centre/i-DAT na Universidade de Plymouth na Inglaterra, e dedica-se à exploração crítica de novos formatos de mídia independente É um dos coordenadores e curadores do arte.mov Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis.

http://www.lucasbambozzi.net/index.php/projetosprojects/mobile-crash/

  • COMENTÁRIOS
    0
  • COMPARTILHE
  • PERMALINK

FUTURO DO PRETÉRITO

por Cristiano Figueiró (BA)

Uma tentativa de resposta ao mundo consumista infantil. Esta é a proposta desta instalação que recria um outro universo infantil que navega naturalmente entre tecnologia, música, diversão e liberdade. Usando brinquedos antigos como carrinhos de madeira e instrumentos musicais de brinquedo, “Futuro do Pretérito” inventa uma  floresta/orquestra de sons onde as pessoas andam e interagem com diversos brinquedos/instrumentos.

Cristiano Figueiró – Músico, compositor, artista multidisciplinar e professor de arte e tecnologia da UFBA, Cristiano Figueiró realiza diversos projetos que se interrelacionam com estas áreas. Trabalha com linguagem de programação Pure Data e levou suas obras musicais e visuais a diversas cidades do país em eventos.

  • COMENTÁRIOS
    0
  • COMPARTILHE
  • PERMALINK

QWETRY

por Fernando Rabelo (BA)

Nesta instalação, os visitantes acionam projeções audiovisuais através do contato entre pares de cabos que possuem esponjas de aço em suas extremidades. Esses elementos, considerados de baixa tecnologia, aqui sao utilizados para ironizar a imposição das tecnologias industriais que lucram com o “novo” e descartam o “velho”. O nome da instalação vem do termo “QWERTY” utilizado inicialmente para caracterizar um dos primeiros padrões universais de layout de teclado em suas primeiras fileiras.

Fernando Rabelo – É graduado em Cinema de Animação e Mestre em Arte e Tecnologia da Imagem na Escola de Belas Artes da UFMG. Nos seus mais recentes projetos participou do programa de residências artísticas do Vrije Academie / World Wide Visual Factory – in Deen Haag / Amsterdam 2008 e 2009, no qual desenvolveu um sistema digital de projeções panorâmicas e aplicações artísticas e interativas. Em 2010 participou da primeira exibição dos “Gambiólogos” e recebeu o 8º prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.

http://www.hiperface.com/#anchor3

  • COMENTÁRIOS
    0
  • COMPARTILHE
  • PERMALINK